Me converti ao Catolicismo Apostólico Romano, a igreja de Cristo.
domingo, 11 de setembro de 2022
quinta-feira, 2 de abril de 2020
Os homens se esqueceram de Deus
"Temos depositado muita esperança em reformas políticas e sociais, apenas para descobrir que estávamos sendo privados de nossa mais preciosa posse: nossa vida espiritual".
(Aleksandr Solzhenitsn - sobrevivente do Holocausto Comunista, recebeu o Nobel de literatura em 1970)
[...] Sob décadas de ataque e radicalismo militante de muitas elites que se intitulam de "liberais" e "progressistas", Deus tem sido progressivamente apagado de nossas instituições públicas e educacionais, para ser substituído com todo tipo de ilusão, perversão, corrupção, violência, decadência, e insanidade.
Fonte: Men Have Forgotten God by Aleksandr Solzhenitsyn
domingo, 3 de fevereiro de 2019
Ayn Rand - Razão versus Fé.
"Eu não vou morrer, é o mundo que irá acabar!"
"Um ateu é alguém que tem certeza de que Deus não existe, alguém que tem evidências convincentes contra a existência de Deus. Eu não conheço uma evidência assim convincente. Como Deus pode ser relegado a tempos e locais remotos e a causas últimas, teríamos que saber muito mais sobre o universo do que sabemos agora para ter certeza de que Deus não existe. Ter certeza da existência de Deus e ter a certeza da não existência de Deus parece-me serem os extremos muito confiantes em um assunto tão cheio de dúvida e incerteza a ponto de inspirar, na verdade, muito pouca confiança."
Carl Sagan
terça-feira, 18 de dezembro de 2018
quinta-feira, 2 de novembro de 2017
O Argumento Ontológico de Leibniz. Mistério da Fé?
Gottfried Wilhelm Leibniz
É creditado a Leibniz e a Newton o desenvolvimento do cálculo moderno, em particular a Leibniz o desenvolvimento da integral e do cálculo diferencial, o que tornou a engenharia possível.
Ele descreveu o primeiro sistema de numeração binário moderno (1705), tal como o sistema numérico binário utilizado nos dias de hoje.
Ele descreveu o primeiro sistema de numeração binário moderno (1705), tal como o sistema numérico binário utilizado nos dias de hoje.
Demonstrou genialidade também nos campos da religião, política, legislativo,
história, literatura, lógica, metafísica e filosofia.
história, literatura, lógica, metafísica e filosofia.
terça-feira, 31 de outubro de 2017
quarta-feira, 3 de agosto de 2016
Jean Boudin
Não há certeza
"Em 1576*, o famoso jurista esclarece que nenhum dogma religioso tem
fundamentos que não possam ser colocados em dúvida, tanto assim que, a
história da religião demonstrava que os profetas e lideres religiosos, em todas
as épocas, mantinham-se em desacordo sobre quase tudo e que nenhum deles podia
cabalmente defender a 'verdadeira religião'".
*Extraído do seu tratado intitulado Les Six Livres de la Republique.
terça-feira, 2 de agosto de 2016
A eterna intolerância religiosa.
Contrariando o que muitos pensadores humanistas profetizaram no século XVIII, o problema da intolerância religiosa não se resolveu até o século XXI.
Um breve olhar sobre o mundo contemporâneo é suficiente para se certificar de que, diferentemente do que muitos pesquisadores, pensadores e analistas da religião preconizam, a religião tem se imposto ainda hoje como um dos principais mecanismos de atribuição de sentido à existência humana. Com isso, as relações objetivas e subjetivas entre os sujeitos tem encontrado nas doutrinas e instituições religiosas mediações que nem sempre se pautam no respeito pela auteridade.
Assim ecoam como conselhos antigos a eficácia na mediação de problemas contemporâneos.
"Se os cães tivessem inventado um deus, brigariam por diferenças de opinião quanto ao nome a dar-lhe, perdigueiro fosse, ou Lobo-d´Alsácia? E, no caso de estarem de acordo quanto ao apelativo, andariam, gerações, a morder-se mutuamente por causa da forma das orelhas ou do trufado da cauda do seu canino deus?"
(José Saramago, In Nomine Dei, 1993, p.9).
quarta-feira, 8 de junho de 2016
domingo, 15 de maio de 2016
Estado e Igreja - por John Locke
Estado e
Igreja
O Estado, para Locke, nasceu da necessidade do Homem obedecer a Lei Natural, com a função de assegurar a integridade da sua vida, do seu corpo, liberdade e bens. Tem como objetivo conservar e promover o patrimônio material. Para tanto, o Magistrado dispõe de força pública, agindo por coação ou sansões, apoiado na lei sustentada pela autoridade para garantir a paz e a integridade de cada um.
O Estado, para Locke, nasceu da necessidade do Homem obedecer a Lei Natural, com a função de assegurar a integridade da sua vida, do seu corpo, liberdade e bens. Tem como objetivo conservar e promover o patrimônio material. Para tanto, o Magistrado dispõe de força pública, agindo por coação ou sansões, apoiado na lei sustentada pela autoridade para garantir a paz e a integridade de cada um.
A Igreja,
por sua vez, é de outra natureza, visto que resulta de uma associação livre e
voluntária: uma "societas spontanea", sem obrigações com a Lei Natural. Nasce da
afirmação pública da fé, de servir e honrar a Deus, formada por meio de um
livre acordo.
Dirige-se
exclusivamente às almas visando sua salvação eterna. As suas verdadeiras armas
são o direito de discutir, de argumentar e de exortar. A sansão dela é excluir
os irredutíveis, os que não desejam seguir as suas predigas nem obedecer a sua
liturgia ou catecismo. Assim sendo, Estado e Igreja são
coisa distintas - voltadas uma para as coisas terrestres e a outra para as
celestiais -, e que não deveriam ter laço algum em comum, sendo que a
tolerância deveria ser a essência da Igreja visto que ela não tem poder de
coação.
Repugnava
a Locke a Igreja recorrer à coerção, pois a potência e eficácia da autentica
religião era senão que a fé. A conversão se dá não pela espada mas pelo anúncio
da paz e do amor que advém dos Evangelhos, pois a verdade somente se impõe por
meios espirituais e nenhum outro mais.
Os
assuntos da Igreja, seus dogmas, seu culto, as assembleias religiosas ou
concílios, não dizem respeito ao Magistrado. Não é assunto da jurisdição dele,
sendo que nenhum decreto humano pode afetar o seu caráter sagrado. Mesmo havendo esta total separação, o filósofo reconhece que
eventualmente, ainda que de boa fé, decisões e medidas políticas terminam por
afetar e interferir nos assuntos da religião.
Insiste,
todavia, em afirmar que Estado e Igreja formam universos distintos e separados,
sendo que era muito bom para a sociedade como um todo a diversidade de igrejas
e não sua uniformidade como Thomas Hobbes, por exemplo, defendia.
quarta-feira, 11 de maio de 2016
John Locke
Não há
certeza
No seu tratado intitulado Les Six Livres de la Republique, 'Os Seis livros da republica', de 1576, o famoso jurista esclarece que nenhum dogma religioso tem fundamentos que não possam ser colocados em dúvida, tanto assim que, a história da religião demonstrava que os profetas e lideres religiosos, em todas as épocas, mantinham-se em desacordo sobre quase tudo e que nenhum deles podia cabalmente defender a 'verdadeira religião'.
Por
conseguinte, 'era mais seguro acatar todas as religiões de que escolher uma
entre muitas' e que evidentemente a uniformidade da fé, além de ser imoral, não
podia ser imposta a força ou por qualquer outro recurso violento.
Os que
clamavam por 'uma fé, uma lei, um rei', eram os responsáveis pela guerra
civil intermitente, visto que era uma loucura esperar haver paz num reino
dividido entre súditos que praticavam religiões diferentes. Pelo bem da
tranqüilidade coletiva, tinham sim é que acostumar-se em conviver com aqueles
que obedeciam a outro catecismo. (*)
(*) as
citações foram extraídas do livro As fundações do pensamento político moderno,
de Quentin Skinner, 1996, págs. 517-523).
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